sexta-feira, maio 19, 2006

Senhor Santo Cristo dos Milagres



No Convento da Caloura, em Água de Pau, começa a história do culto do Senhor Santo Cristo dos Milagres, em S. Miguel. Reza a tradição que foi neste lugar que se erigiu o primeiro Convento de Religiosas nesta Ilha, convento cuja fundação se deveu, principalmente, à piedade das filhas de Jorge da Mota, de Vila Franca do Campo.
Mas para que tal comunidade fosse estabelecida como devia, foi necessário que alguém fosse a Roma impetrar a respectiva Bula Apostólica. Largaram, por isso, de S. Miguel a caminho da Cidade Eterna, duas religiosas. Aí solicitaram ao Papa o desejado documento. Tão bem se desempenharam dessa missão que o Sumo Pontífice não só lhes passou a ambicionada Bula como ainda lhes ofereceu uma Imagem do Ecce Homo.
De regresso a Vale de Cabaços, a singular imagem foi posta num nicho onde se conservou por poucos anos.Porque o lugar era ermo e muito exposto às incursões dos piratas, o pequeno Mosteiro ficou, certo dia, deserto, pois parte das religiosas seguiu para Santo André, de Vila Franca do Campo, e a outra parte se encaminhou para Ponta Delgada, para o Mosteiro da Esperança, acabado de fundar pela viúva do Capitão Donatário, Rui Gonçalves da Câmara.
A Imagem do Senhor Santo Cristo não ficou esquecida em Vale de Cabaços, porque a religiosa galega Madre Inês de Santa Iria a quis trazer para Ponta Delgada. No ano de 1700, a Ilha de S. Miguel foi abalada por fortes e repetidos tremores de terra. Duravam estes já vários dias quando a Mesa da Misericórdia e grande parte da nobreza da cidade, vendo que os terramotos não cessavam, resolveram ir à portaria do Mosteiro da Esperança para levarem em procissão a Imagem do Santo Cristo. Foi esta a primeira procissão com a imagem.
Numa ilha de vulcões em actividade constante e de sismos frequentes, a devoção era o único refúgio do povo, através do culto do Divino Espírito Santo e ao Senhor Santo Cristo dos Milagres. É, hoje em dia, a maior procissão, a mais grandiosa e a de maior devoção que se realiza em terras portuguesas.
Mais curiosidades em: http://www.terra-mar.org/santocristo/index.php

quinta-feira, abril 27, 2006

Os meus medos

Em resposta ao desafio da Maresia.
Os meus pânicos (temos alguns em comum!), se bem que em alguns casos são mais fobias:
- Pânico de perder a minha família;
- Pânico de perder os meus amiguinhos felinos de 4patas;
- Pânico de nadar em mar aberto e pensar que posso ser atacada por um tubarão;
- Pânico de baratas (mas graças aos meus amiguinhos de 4patas, ando mais descansada!!) e ratos;
- Pânico de ficar fechada dentro de um elevador ou de qualquer espaço mais apertado;
- Pânico de um dia ficar sozinha, sem família, amigos, ...


quarta-feira, abril 12, 2006

Feliz Páscoa

Olá a todos!
Estive ausente, como se calhar repararam, e agora vou de férias de Páscoa.
Como não há tempo para muito mais, aqui ficam os meus votos de Boa Páscoa a todos os que por aqui passarem.
Para quem estiver de férias, ou mini-férias (como é o meu caso), gozem muito, divirtam-se e aproveitem para estar em contacto com a Natureza!!!

quarta-feira, março 29, 2006

Vinhos do Pico

No século XVI, ao chegarem ao Pico as primeiras cepas de verdelho não se poderia imaginar que ao longo dos séculos XVII, XVIII e inícios do século XIX, estas produziriam um vinho de tão excepcional qualidade que a família de comerciantes alemães Wants Walter o levaria até aos reis de Inglaterra e aos Czares da Rússia.

Documentos históricos contam-nos que era considerado nas cartas de vinhos dos banquetes reais, que os Czares enviavam os seus barcos para recolherem tão precioso néctar, os médicos receitavam-no e até Leon Tolstoi o refere no seu “Guerra e Paz”.

Em meados do século XIX, vitimadas por doenças, as vinhas foram sucumbindo perante o olhar impotente das gentes do Pico. Desde então este "ouro líquido" e ex-libris da nossa terra reduziu-se ao fabrico caseiro e ao consumo local.

Há uns anos atrás um grupo de agricultores, organizados na Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico, pôs mãos à obra e, tal como no passado, cultivando as suas vinhas junto ao mar, em Região Demarcada, nas fendas das rochas vinificou de novo este vinho tal qual a cepa o dá. Voltam assim, as gentes do Pico a oferecer o Vinho Licoroso que hoje toma o nome de Lajido.

O Vinho Licoroso de Qualidade Produzido em Região Demarcada “Lajido” acaba de ganhar uma Medalha de Prata na 3.ª edição do Concurso Internacional “Wine Master Chalanger” onde não foi atribuída a Medalha de Ouro, sendo, em consequência disso o primeiro vinho classificado neste concurso.

In http://www.picowines.net/lajido.html

sexta-feira, março 24, 2006

Bom fim-de-semana

O tempo está escasso para vir cá mais vezes, por isso venho só desejar bom fim-de-semana a todos os que por aqui passarem!

quinta-feira, março 16, 2006

Ilha do Pico


Pode escrever-se um poema com basalto
com pedra negra e vinha sobre a lava
com incenso mistérios criptomérias
e um grande Pico dentro da palavra.

Ou talvez com gaivotas e cigarros
cigarras do silêncio que se trilha
sílaba a sílaba até ao poema que está escrito
lá em cima no Pico sobre a ilha.


12/4/97, in "Pico" , Manuel Alegre

terça-feira, março 14, 2006

Gripe das aves

O síndroma originado pelos vírus influenza foi referido pela primeira vez por Hipócrates, no ano 412 AC, e a primeira descrição completa de uma pandemia gripal data de 1580 (Era Cristã); desde então ocorreram mais de 30 pandemias causadas por diferentes tipos de vírus influenza. No século XX houve três grandes pandemias, todas originadas e transmitidas por animais (suínos em 1918 e aves em 1957 e 1968). A mais devastadora foi a "gripe espanhola", devida ao vírus Influenzae A(H1N1), que matou entre 30 e 40 milhões de pessoas entre 1918 e 1920. As pandemias de 1957 (gripe asiática) e de 1968 (gripe de Hong Kong) mataram mais de 4 milhões de pessoas, sobretudo crianças e idosos; a primeira foi devida ao subtipo A(H2N2) e a segunda aos subtipos A(H3N2) e A(H1N1).
Durante a Primavera de 1997, foi detectado em Hong Kong um elevado número de galinhas doentes com "gripe das aves" e subsequentemente foram diagnosticados 18 casos de infecção pelo H5N1 em pessoas residentes no Território, 6 dos quais foram fatais (taxa de letalidade: 33%). Estudos iniciados durante o surto de Hong Kong, comprovaram posteriormente a transmissão animal-homem (aves vivas → homem) e a inexistência de risco de infecção através do contacto ou consumo de carnes frescas ou congeladas dos animais.
O homem pode contrair a gripe provocada pelo virús Influenzae A(H5N1) através do contacto com aves infectadas (não se exclui a possibilidade de contágio por outro tipo de animais).
Para se evitar o aparecimento da "gripe das aves" recomenda-se a adopção das seguintes medidas preventivas, destinadas ao público em geral, aos manipuladores de aves e aos profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e outros técnicos).

Público em Geral:

  • Evite o contacto com aves doentes (galinhas, gansos, patos, etc.) ou outro tipo de animais que levantem suspeitas relativamente ao seu estado de saúde;
  • Lave sempre as mãos com água e sabão, após manusear qualquer tipo de aves ou outros animais;
    Evite a promiscuidade entre alimentos crus e cozinhados;
  • Lave convenientemente todos os utensílios de cozinha (incluindo bancas e bancadas, pranchas para corte de alimentos, talheres, etc.), antes da sua reutilização na preparação de outros alimentos;
  • Consuma somente alimentos devidamente cozinhados e quentes;
  • Reforce e promova a adopção de medidas gerais de higiene individual (por exemplo, lave sempre as mãos com sabão, depois de utilizar os sanitários e antes de cozinhar ou preparar qualquer tipo de alimentos) e colectiva (por exemplo, não tussa nem espirre na direcção de outras pessoas e "proteja" sempre a tosse e o espirro com lenços, descartáveis de preferência);
  • Mantenha uma dieta equilibrada, faça regularmente exercício físico e tenha períodos de repouso suficientes, de modo a manter as defesas imunológicas do organismo;
  • Evite espaços fechados e sem ventilação natural adequada, bem como espaços fechados com grande concentração de pessoas.
    In http://www.saudepublica.web.pt/

Desta maneira a que ponto vamos chegar: as vacas estão loucas, as aves engripadas, os porcos com febre, os legumes são transgénicos,.... sabe-se lá mais o que acontecerá! O Homem vai alimentar-se de quê?? Será que estou a ser muito pessimista!?

Para quem quiser mais informação sobre o assunto, aconselho: http://www.min-agricultura.pt