sexta-feira, fevereiro 24, 2006

A HISTÓRIA DO "FELIS SILVESTRIS CATUS"

Depois de apresentada a minha “família” felina, que tal saber como os “silvestres” chegaram até nós?!

A sub-família que agrupa os gatos domésticos (Felis silvestris catus), sub-família Felinae, surgiu há cerca de 12 milhões de anos. Esta sub-família engloba os linces, vários géneros de gatos-selvagens, os pumas, os caravais, os servais, um género de leopardos…

Os linces surgiram na América do Norte há cerca de 6,7 milhões de anos e daí espandiram-se para a Europa e Ásia. A primeira espécie reconhecida do género Lynx na Europa é o L. issiodorensis que viveu há 4 milhões de anos e que era maior que os linces actuais, mas com patas relativamente mais curtas.

Dentro dos grandes gatos, o género Panthera (sub-família Pantherinae) apareceu há 3 milhões de anos e caracteriza-se pelos dentes caninos fortes e adaptados para matar rapidamente presas de grande porte. No Plio-listocénico, estes felinos distribuiam-se pela Europa, Américas, Ásia e África. Espécies extintas incluem o leão americano (P. atrox), o leão das cavernas (P. leo spelaea, na Europa o maior felino que já existiu), o jaguar europeu (P. gombaszoegensis) e diversos tipos extintos de tigre.

O gato doméstico é um pequeno mamífero carnívoro muito popular como animal de estimação. Trata-se pois de uma adaptação dos gatos selvagens africanos. São menores e menos agressivos (em relação aos seres humanos).
Os egípcios utilizavam-nos como caçadores de ratos e veneravam-nos tal como deuses.
Não se sabe ao certo quando os gatos passaram a ser domesticados. Foram encontrados vários registos no Antigo Egipto (pinturas, estátuas e desenhos de gatos), mas não se pode afirmar que não eram animais selvagens. O que se sabe, devido a peças encontradas em escavações, é que no Antigo Egipto, o gato era venerado e sagrado.

A Deusa Bastet (Bast ou Fastet), deusa da fertilidade e da felicidade, era representada como uma mulher com cabeça de gato e vários gatos estavam relacionados a ela, como seus animais.
Existem várias histórias sobre os gatos. Ao longo dos tempos, eles foram amados, temidos, odiados…, mas uma coisa é inegável: eles despertam e sempre despertaram fascínio sobre nós.

Na Europa cristã, durante muitos séculos, o gato teve uma posição privilegiada. Contudo, no início da idade Média a situação mudou. Juntamente com as bruxas, os gatos foram punidos e tidos como criaturas do diabo, sendo muitas vezes queimados junto com as mulheres acusadas de bruxaria ou mesmo sozinhos.

Depois, graças à sua aptidão para a caça, o gato foi aceite novamente nas casas e nos navios, para acabar com os roedores. Até hoje o gato encontra-se em ascensão, depois de ocupar o posto de caçador de ratos por muito tempo, os gatos passaram a ser utilizados como acessórios em eventos sociais pelas damas da alta sociedade.

Nessa época o gato começou a ser modificado para exposições, começando assim a criação de raças puras ou com pedigree. A primeira grande exposição de gatos aconteceu em 1871, em Londres, e esse interesse em expor gatos propagou-se por toda a Europa.


Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnívora
Família: Felidae
Sub-família: Felinae
Género: Felis
Espécie: Felis silvestris
Sub-espécie: Felis silvestris catus (Lineu, 1758)


http://pt.wikipedia.org/wiki/Gato

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

A TRADIÇÃO JÁ NÃO É O QUE ERA!!

Nas quatro semanas que antecedem o Carnaval, perfilam-se a Quinta-feira dos Amigos, a das Amigas, a dos Compadres e a das Comadres.

Esta é uma tradição antiga nos Açores, que remonta aos dias em que o trabalho ia de sol a sol e as pessoas sentiam a necessidade de se reunirem para partilharem as suas experiências quotidianas com os mais próximos.

Hoje em dia sinto que o verdadeiro sentido destas “quintas-feiras” perdeu-se no tempo. Para as pessoas que são alheias a esta tradição, e que só recentemente tomaram conhecimento da sua existência, o significado da quinta-feira de amigos, amigas, compadres e/ou comadres está inerente ao devaneio dos demais, à necessidade de liberdade e extravasão de certos recalcamentos acumulados durante o ano. Na realidade, observa-se que estes dias temáticos são utilizados para o agora famoso show de strip-tease, tanto para o sexo feminino como masculino.

Ainda vos conto mais. Ainda me lembro de na minha terra, este dia ser comemorado como um Carnaval antecipado. Realizavam-se “assaltos”, nos quais grupos de amigos (independentemente do sexo) juntavam-se à volta de uma mesa abastada, dançavam, riam, divertiam-se e, já com o espírito carnavalesco à flor da pele, envergavam algumas fantasias.

Para as comadres, um bom dia!!!

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

AMIGUINHOS DE 4 PATAS - II

GATO DOS BOSQUES DA NORUEGA OU SKOGKATT
Crê-se que os gatos chegaram à Noruega por volta do séc. IX d. C., quando os Vikings percorriam a Europa, a África e o Próximo Oriente nas suas expedições de pilhagem e de comércio. O comércio activo entre Vikings e Bizantinos nesta época leva muitos historiadores a supor que o Bosque da Noruega pode ter antepassados nas raças orientais de pêlo longo.

As condições climáticas do Inverno nos países escandinavos favoreceram, através da selecção natural, gatos com pelagens longas e grossas, além de outras adaptações, condição essencial para a sua sobrevivência. Aparentemente devido as estas adaptações, durante muito tempo os Bosques da Noruega foram confundidos com o lince, graças às semelhanças entre as duas raças.

O Bosque da Noruega é figura habitual no folclore escandinavo, aparecendo regularmente nos mitos e contos noruegueses medievais e do séc. XIX.

Nos anos trinta do séc. XX, começou o interesse pelos Bosques da Noruega, através de um grupo de criadores noruegueses, que temiam o desaparecimento da raça devido às mudanças no seu "habitat". Mas só após a Segunda Guerra Mundial e à crise que se lhe seguiu é que esta iniciativa ganhou força e, a partir dos anos setenta, a raça começou a granjear adeptos e fama pelo mundo fora, resultando na aceitação pela FIFe dos Bosques da Noruega em 1976 e do aparecimento de inúmeros clubes dedicados a estes felinos.

É um gato de tamanho grande, robusto e musculado. Os machos adultos podem chegar a pesar mais de 10 Kg. O seu peito é largo, assim como os seus membros. A cauda é longa e muito densa. A cabeça tem uma forma triangular e o nariz é médio e recto, sem depressão fronto-nasal. As orelhas são medianas a grandes, bem separadas e com pontas afiladas. Os olhos possuem uma forma amendoada, sendo bem separados e levemente oblíquos. Podem ser de cor amarela ou verdes, e no caso dos gatos brancos podem ser azuis.
A pelagem é longa e espessa, com grande densidade de pêlo secundário, o que lhe confere uma certa impermeabilidade à água, muito útil para os Invernos frios, chuvosos e com bastante neve, característicos da Noruega.

É um gato de grande beleza e com um aspecto rústico e selvagem, sendo típico o abundante colar de pêlo, o que se assemelha a uma longa barba. A “muda” de pêlo é evidente na Primavera e no Verão. O pêlo pode apresentar qualquer cor, exceptuando-se a pelagem do tipo siamês. São típicas as variantes de castanho e “tigrado”, combinadas com o branco.

Em termos de carácter é uma raça muito sociável e afectuosa. Apesar de ser um gato habituado a viver na Natureza, adapta-se perfeitamente à vida no interior da casa, apreciando a companhia das pessoas e dos outros animais. São pacientes e destacam-se pela sua inteligência e curiosidade, pelo que adoram trepar de forma a puder observar tudo do alto.

Não foi à toa que escolhi estas duas raças!! Estes são os meus “filhotes”, uma siamesa e um provável Bosques da Noruega (pelo menos segundo o seu “médico de família” e vários livros sobre o assunto!)

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

AMIGUINHOS DE 4 PATAS - I


SIAMÊS

Foi na Tailândia, antigo Sião (daí o nome), que os ocidentais viram estes gatos pela primeira vez, os quais ficavam cuidadosamente protegidos no palácio real de Bangkok. Foram levados para a Inglaterra em 1884 e espalharam-se por outras partes do mundo, chegando aos EUA na década seguinte. Nessa época, os Siameses não eram tão elegantes como os actuais.


Com o crescimento da sua popularidade, muitas pesquisas foram realizadas na Tailândia e no resto da Indochina, mas não foi possível identificar de que felino descende o Siamês, no entanto, a origem asiática foi comprovada.

O siamês é o príncipe dos gatos, título recebido pela sua elegância e pela graça de seus movimentos. Parece uma estátua do Antigo Egipto, possui um olhar enigmático e profundo; é um exótico bichano. Entre os gatos de pedigree, é o mais conhecido. Sua popularidade é tão grande que é considerada a segunda raça com maior número de nascimentos ao ano, só tendo à sua frente o Persa.
O azul profundo dos seus olhos

Imponente, o Siamês chama a atenção pelo físico esbelto e pela cor dos olhos. Com reacções imprevisíveis em alguns momentos, seu humor muda de acordo com os acontecimentos. Pode-se dizer que é um animal de estimação temperamental, mas, sem dúvida, muito carinhoso.

A minha gatinha!!!

Sua personalidade é invulgar. Algumas características, como o miado, diferenciam-nos dos demais felinos. Além disso, são muito ligados aos seus donos, de quem, em alguns casos, chegam a ter ciúmes. Especialistas comparam seu comportamento ao dos cães, pois se afeiçoam mais aos donos do que à casa propriamente. O que não é comum, de uma maneira geral, entre os gatos.

In http://www.petfriends.com.br/enciclopedia/raças_gatos/gatos_enciclopediasiamês.html

sábado, fevereiro 18, 2006

ILHAS DE BRUMA

As viagens de exploração, realizadas por Fenícios e Cartagineses, tiveram grande importância na Antiguidade para fins comerciais. As que poderiam ter levado a um reconhecimento dos Açores, entre muitas outras, foram a circum-navegação do continente africano, de Oriente para Ocidente, por encargo do faraó Necho em finais do séc. VII a.C., ou a viagem do cartaginês Annone, que perto do fim do século V a.C., abrindo as velas de Cartago rumo ao Oceano Atlântico, ultrapassou as Colunas de Hércules e chegou até ao Golfo da Guiné.

É curioso constatar que as únicas duas referências ao conhecimento dos Açores anteriores à chegada dos Portugueses são ambas Fenícias e ambas relativas à Ilha do Corvo.

Ilha do Corvo

Na primeira metade de 1500 o ilustre historiador da corte de D. João III, Dr. Rui de Pina, conta que tinha sido enviado à mais pequena Ilha do Arquipélago o afamado arquitecto João de Urbina para recortar da pedra viva, num lugar de difícil acesso na orla costeira, uma estátua equestre de estilo cartaginês.

A operação correu mal continua Rui de Pina nas Crónicas D'el Rey - a estátua partiu-se e a equipa continental voltou ao reino só com algumas peças em pedra como a cabeça do cavalo, a mão do cavaleiro que apontava para Oeste, etc.

Dois séculos mais tarde, no primeiro quartel do séc. XVIII, sai no boletim da Academia de Ciências de Estocolmo um artigo do conhecido estudioso Podolyin, acerca do achado de uma caixinha de moedas Fenícias, que uma violenta tempestade de mar tinha revelado nas fundações de uma habitação em ruína da Ilha do Corvo.

É hoje geralmente aceite pelos historiadores que o conhecimento de ilhas do Arquipélago, realizado por via acidental ou voluntária, remonta pelo menos ao século XIV, já que aparecem várias ilhas no sector atlântico dos Açores nas precursoras obras primas da cartografia europeia do séc. XIV, mesmo que não orientadas de maneira geograficamente correcta.

Os Açores como eram "vistos" na época dos descobrimentos

As condições atmosféricas peculiares na área das nove ilhas dificultaram durante séculos o seu achamento e o seu reencontro, até à estabilização das rotas marítimas. Protegidas pelas brumas à volta das ilhas, as águias-de-asa-redonda (Buteo buteo rotschildi), aves de rapina endémicas que vigiavam este horizonte atlântico, teriam que esperar por pouco tempo para o desembarque dos pioneiros do povoamento.

Os primeiros colonizadores, desprovidos de manuais de ornitologia, baptizariam de Açores aquelas aves dantes jamais vistas. O seu elegante flutuar entre nuvens e picos vulcânicos não deixou dúvidas acerca do seu primordial senhorio, e a designação que vingou - entre outras - foi mesmo a de ilhas dos Açores.

In http://www.virtualazores.net/historia/bruma.asp

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

MAGIA DO VOO

Hoje, aquando de uma breve passagem pelo campo, deparei-me com o voo majestoso de um milhafre. Apesar de ser algo que não é invulgar para estas bandas, suscita-me sempre algum entusiasmo, provavelmente devido à graciosidade e imponência do seu voo.

Mas sabiam que a ave a que chamamos milhafre é, na realidade, uma águia-de-asa-redonda, espécie Buteo buteo. Não que seja entendida na matéria, mas os demais manuais do assunto assim o afirmam.

Buteo buteo (águia-de-asa-redonda)

Tanto o milhafre como a águia-de-asa-redonda são aves de rapina, pertencentes à mesma família Accipitridae. O milhafre pertence ao género Milvus, enquanto a águia-de-asa-redonda pertence ao género Buteo.

Milvus migrans (milhafre)

Outra ave de rapina pertencente à mesma família, mas do género Accipiter é o conhecido açor, espécie Accipiter gentilis.

Accipiter gentilis - açor

O nome do arquipélago dos Açores vem da palavra açor. Uma das muitas versões sobre o descobrimento do arquipélago, conta que os primeiros navegadores que lá chegaram (desprovidos de quaisquer conhecimentos de ornitologia) viram bandos de milhafres, aves muito comuns no arquipélago (?!) e provavelmente as confundiram com açores, originando-se daí o nome das ilhas.

A informação sobre as aves, assim como as imagens, foram retiradas de: http://pt.wikipedia.org

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Olá!!
Sou pouco experiente nestas andanças, mas achei piada na ideia de criar um blog.
Será uma boa maneira de libertar os desabafos abafados, de opinar e "ouvir" opiniões e partilhar um pouco as experiências vividas. Espero que suscite curiosidade a alguém e que "diálogos" interessantes possam ocorrer!!!

Até breve!!