quarta-feira, março 29, 2006

Vinhos do Pico

No século XVI, ao chegarem ao Pico as primeiras cepas de verdelho não se poderia imaginar que ao longo dos séculos XVII, XVIII e inícios do século XIX, estas produziriam um vinho de tão excepcional qualidade que a família de comerciantes alemães Wants Walter o levaria até aos reis de Inglaterra e aos Czares da Rússia.

Documentos históricos contam-nos que era considerado nas cartas de vinhos dos banquetes reais, que os Czares enviavam os seus barcos para recolherem tão precioso néctar, os médicos receitavam-no e até Leon Tolstoi o refere no seu “Guerra e Paz”.

Em meados do século XIX, vitimadas por doenças, as vinhas foram sucumbindo perante o olhar impotente das gentes do Pico. Desde então este "ouro líquido" e ex-libris da nossa terra reduziu-se ao fabrico caseiro e ao consumo local.

Há uns anos atrás um grupo de agricultores, organizados na Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico, pôs mãos à obra e, tal como no passado, cultivando as suas vinhas junto ao mar, em Região Demarcada, nas fendas das rochas vinificou de novo este vinho tal qual a cepa o dá. Voltam assim, as gentes do Pico a oferecer o Vinho Licoroso que hoje toma o nome de Lajido.

O Vinho Licoroso de Qualidade Produzido em Região Demarcada “Lajido” acaba de ganhar uma Medalha de Prata na 3.ª edição do Concurso Internacional “Wine Master Chalanger” onde não foi atribuída a Medalha de Ouro, sendo, em consequência disso o primeiro vinho classificado neste concurso.

In http://www.picowines.net/lajido.html

sexta-feira, março 24, 2006

Bom fim-de-semana

O tempo está escasso para vir cá mais vezes, por isso venho só desejar bom fim-de-semana a todos os que por aqui passarem!

quinta-feira, março 16, 2006

Ilha do Pico


Pode escrever-se um poema com basalto
com pedra negra e vinha sobre a lava
com incenso mistérios criptomérias
e um grande Pico dentro da palavra.

Ou talvez com gaivotas e cigarros
cigarras do silêncio que se trilha
sílaba a sílaba até ao poema que está escrito
lá em cima no Pico sobre a ilha.


12/4/97, in "Pico" , Manuel Alegre

terça-feira, março 14, 2006

Gripe das aves

O síndroma originado pelos vírus influenza foi referido pela primeira vez por Hipócrates, no ano 412 AC, e a primeira descrição completa de uma pandemia gripal data de 1580 (Era Cristã); desde então ocorreram mais de 30 pandemias causadas por diferentes tipos de vírus influenza. No século XX houve três grandes pandemias, todas originadas e transmitidas por animais (suínos em 1918 e aves em 1957 e 1968). A mais devastadora foi a "gripe espanhola", devida ao vírus Influenzae A(H1N1), que matou entre 30 e 40 milhões de pessoas entre 1918 e 1920. As pandemias de 1957 (gripe asiática) e de 1968 (gripe de Hong Kong) mataram mais de 4 milhões de pessoas, sobretudo crianças e idosos; a primeira foi devida ao subtipo A(H2N2) e a segunda aos subtipos A(H3N2) e A(H1N1).
Durante a Primavera de 1997, foi detectado em Hong Kong um elevado número de galinhas doentes com "gripe das aves" e subsequentemente foram diagnosticados 18 casos de infecção pelo H5N1 em pessoas residentes no Território, 6 dos quais foram fatais (taxa de letalidade: 33%). Estudos iniciados durante o surto de Hong Kong, comprovaram posteriormente a transmissão animal-homem (aves vivas → homem) e a inexistência de risco de infecção através do contacto ou consumo de carnes frescas ou congeladas dos animais.
O homem pode contrair a gripe provocada pelo virús Influenzae A(H5N1) através do contacto com aves infectadas (não se exclui a possibilidade de contágio por outro tipo de animais).
Para se evitar o aparecimento da "gripe das aves" recomenda-se a adopção das seguintes medidas preventivas, destinadas ao público em geral, aos manipuladores de aves e aos profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e outros técnicos).

Público em Geral:

  • Evite o contacto com aves doentes (galinhas, gansos, patos, etc.) ou outro tipo de animais que levantem suspeitas relativamente ao seu estado de saúde;
  • Lave sempre as mãos com água e sabão, após manusear qualquer tipo de aves ou outros animais;
    Evite a promiscuidade entre alimentos crus e cozinhados;
  • Lave convenientemente todos os utensílios de cozinha (incluindo bancas e bancadas, pranchas para corte de alimentos, talheres, etc.), antes da sua reutilização na preparação de outros alimentos;
  • Consuma somente alimentos devidamente cozinhados e quentes;
  • Reforce e promova a adopção de medidas gerais de higiene individual (por exemplo, lave sempre as mãos com sabão, depois de utilizar os sanitários e antes de cozinhar ou preparar qualquer tipo de alimentos) e colectiva (por exemplo, não tussa nem espirre na direcção de outras pessoas e "proteja" sempre a tosse e o espirro com lenços, descartáveis de preferência);
  • Mantenha uma dieta equilibrada, faça regularmente exercício físico e tenha períodos de repouso suficientes, de modo a manter as defesas imunológicas do organismo;
  • Evite espaços fechados e sem ventilação natural adequada, bem como espaços fechados com grande concentração de pessoas.
    In http://www.saudepublica.web.pt/

Desta maneira a que ponto vamos chegar: as vacas estão loucas, as aves engripadas, os porcos com febre, os legumes são transgénicos,.... sabe-se lá mais o que acontecerá! O Homem vai alimentar-se de quê?? Será que estou a ser muito pessimista!?

Para quem quiser mais informação sobre o assunto, aconselho: http://www.min-agricultura.pt

segunda-feira, março 13, 2006

Governo dos Açores quer criar reserva natural de fontes hidrotermais únicas

13.01.2006 - 18h20 Lusa
O governo regional vai criar uma reserva natural subaquática no mar açoriano, abrangendo dois campos hidrotermais, que servem de habitat a espécies "únicas no mundo", anunciou hoje fonte da secretaria regional do Ambiente.
Uma técnica ligada às áreas protegidas da secretaria do Ambiente e do Mar adiantou que a classificação dos campos hidrotermais "Lucky Strike" (1700 metros de profundidade) e "Menez Gwen" (870) é um "primeiro passo para definir limites e acautelar a protecção de espécies endémicas e habitats marinhos" aí existentes.
O "Lucky Strike" é o campo hidrotermal activo mais extenso do Atlântico Norte, situando-se à volta de um lago de lava, enquanto que o "Menez Gwen" localiza-se nos flancos de um vulcão recente, de 120 metros de altura e 600 de diâmetro.

Maria José Pita adiantou que este ecossistema, onde habitam bactérias quimio-autotróficas, mexilhões gigantes, poliquetas, camarões, lapas e caranguejos, é suportado por energia geotérmica, num processo alternativo à energia solar, o que lhe confere "um carácter único".

Segundo disse, o projecto, que será formalmente apresentado pela secretária regional do Ambiente na segunda-feira e, posteriormente, submetido ao parlamento açoriano, permite, entre outras medidas, interditar a colheita de espécies sem autorização e intervenções no fundo do mar.
"Num prazo de três anos após a classificação como reserva natural, terá de ser publicado um plano de ordenamento", avançou Maria José Pita, lembrando que, a partir daí, passará a existir uma "gestão concreta" de protecção da área.
O projecto do executivo regional prevê, também, a criação de uma comissão directiva e um conselho consultivo, formado por cientistas e associações ambientalistas, para gerir a zona classificada.

sexta-feira, março 10, 2006

Gruta das Torres

A Gruta das Torres está classificada como monumento natural regional segundo o decreto legislativo regional n.º 6/2004/A. Esta gruta está localizada na freguesia da Criação Velha, concelho da Madalena. Encontra-se a 5 km desta vila, levando cerca de 10 minutos de automóvel até ao abrigo da Gruta.
Na ilha do Pico são conhecidas 81 cavidades vulcânicas, algumas de particular imponência e interesse científico. Estas cavidades estão situadas, na sua maioria, na metade ocidental da ilha, de idade geológica mais recente. Esta Gruta foi descoberta em 1990.
Trata-se do maior tubo lávico conhecido em Portugal, com extensão de 5150 m. Faz parte da formação dos Lajidos-Gruta das Torres, inserida no Complexo Vulcânico da Montanha, originada muito provavelmente num intervalo de tempo estimado entre os 1000 anos e a data do povoamento da ilha. Estas lavas estão associadas ao vulcanismo fissural e radial ao estratovulcão da Montanha do Pico.
O túnel lávico da Gruta das Torres possui um alongamento geral de direcção NW-SE, sendo o principal centro emissor das escoadas lávicas deste túnel o Cabeço do Bravo, embora a cartografia da zona mostre que outros centros eruptivos, implantados entre este cone de escórias e o Cabeço do Manuel João, foram igualmente responsáveis pela emissão destes mantos de lava pahoehoe, pelo que são igualmente incluídas na formação dos Lajidos-Gruta das Torres. O campo lávico estende-se entre a Areia Larga e o Cabeço Pé do Monte.

Esboço topográfico da Gruta das Torres e mancha cartográfica da formação Lajidos-Gruta das Torres (adaptado de Caubeletal., 1994 in Nunes, 2000).

O túnel principal desenvolve-se ao longo de 4480 m e é na sua maior parte de grandes dimensões, podendo atingir alturas de 15 m, ao contrário dos túneis secundários laterais e superiores, com dimensões mais reduzidas mas com estruturas geológicas muito variadas. A gruta tem um desnível total de cerca de 200 m, com uma inclinação mais suave no troço SE, ao contrário do que acontece em alguns sectores a NW onde ocorrem as maiores inclinações.
As lavas que formam o chão são do tipo aa e pahoehoe e estão muito bem preservadas em grande parte do túnel, havendo no entanto locais onde estão cobertas por materiais provenientes de desabamentos das paredes e do tecto. No interior da gruta estão presentes diversas estruturas características das cavidades vulcânicas tais como estalactites, estalagmites lávicas, bancadas laterais e lava balls (bolas de lava). Ao longo da gruta existem sectores com algum gotejamento proveniente do tecto embora haja uma fraca circulação de água em grande parte da gruta. A temperatura no seu interior é sensivelmente constante ao longo do ano, variando de forma mais acentuada próximo da abertura.
A entrada principal da gruta é feita pelo “Algar da Ponte”, onde os visitantes ao entrarem num ambiente cavernícola, observam a transição da vegetação arbórea da superfície para outras formas de vida vegetal menos evoluídas, como sejam os fetos, os musgos e os líquenes, que se encontram no chão e nas paredes junto das aberturas.


Penetrando no escuro podemos contar apenas com a presença de bolores, bactérias e de entomofauna (insectos) cavernícola própria destes locais. Relativamente à fauna troglóbia (fauna característica de lugares subterrâneos), foram identificadas as espécies endémicas, Trechus picoensis Machado e Cixius azopicavuz Hoch. No entanto as grandes dimensões desta cavidade fazem prever a existência de mais espécies que poderão ser encontradas em futuros estudos bioespeleológicos.

Informação em grande parte retirada de: www.montanheiros.com

quinta-feira, março 09, 2006

Dia da Mulher

Ontem foi o Dia da Mulher! Não tive tempo para aqui vir, mas não queria deixar esta data em branco. Mais vale tarde do que nunca! Afinal de contas, todos os dias são dias da mulher.
Para assinalar esta data, um poema de António Gedeão.

Calçada de Carriche

Luísa sobe, sobe a calçada,
sobe e não pode que vai cansada.
Sobe, Luísa, Luísa sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.

Saiu de casa de madrugada;
regressa a casa é já noite fechada.
Na mão grosseira, de pele queimada,
leva a lancheira desengonçada.
Anda Luísa, Luísa sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.

Luísa é nova, desenxovalhada,
tem perna gorda, bem torneada.
Ferve-lhe o sangue de afogueada;
saltam-lhe os peitos na caminhada.
Anda Luísa, Luísa sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.

Passam magalas, rapaziada,
palpam-lhe as coxas, não dá por nada.
Anda Luísa, Luísa sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.

Chegou a casa não disse nada.
Pegou na filha, deu-lhe a mamada;
bebeu da sopa numa golada;
lavou a loiça, varreu a escada;
deu jeito à casa desarranjada;
coseu a roupa já remendada;
despiu-se à pressa, desinteressada;
caiu na cama de uma assentada;
chegou o homem, viu-a deitada;
serviu-se dela, não deu por nada.

Anda Luísa, Luísa sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
Na manhã débil, sem alvorada,
salta da cama, desembestada;
puxa da filha, dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa, desengonçada;
anda, ciranda, desaustinada;
range o soalho a cada passada,
salta para a rua, corre açodada,
galga o passeio, desce a calçada,
chega à oficina à hora marcada,
puxa que puxa, larga que larga,
puxa que puxa, larga que larga,
puxa que puxa, larga que larga,
puxa que puxa, larga que larga;
toca a sineta na hora aprazada,
corre à cantina, volta à toada,
puxa que puxa, larga que larga,
puxa que puxa, larga que larga,
puxa que puxa, larga que larga.
Regressa a casa é já noite fechada.
Luísa arqueja pela calçada.
Anda Luísa, Luísa sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada,
sobe que sobe, sobe a calçada,
sobe que sobe, sobe a calçada,
Anda Luísa, Luísa sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.

segunda-feira, março 06, 2006


A National Geographic portuguesa também se juntou às comemorações dos 250 anos do terramoto de Lisboa. Espreitem o site, que vale a pena!!!

sexta-feira, março 03, 2006

2+2=??

Não cabo em mim de tão furiosa que estou!!!
Como é possível o Serviço de Contabilidade de uma instituição de “tanto prestígio” ser tão incompetente.

Será que não estão a par das novas tecnologias e ainda fazem a contabilidade à unha!!!;
será que não têm conhecimento da existência de redes informáticas que conseguem pôr os computadores em comunicação uns com os outros de modo a não haver redundância de trabalho; ou mais básico ainda – telefones, para que a informação consiga ser transmitida de uma sala para a outra ao lado, já que muita energia é dispendida para se atravessar um corredor??!!

Como é que é possível haver tanta falta de organização quando estamos a falar de vencimentos de pessoal, pagamentos de ajudas de custo, transferências de verbas,…!!!
Será que são assim tão descuidados com o processamento dos seus vencimentos ou com a sua própria gestão financeira!!!

Será que estas situações só acontecem à minha pessoa?! Se calhar tenho uma nuvenzinha negra só para mim!!!
Desculpem o desabafo, mas tanta incompetência junta altera o meu estado de espírito!!!



quinta-feira, março 02, 2006

Dando a volta aos armários...

Descobri num site (www.medicinachinesa.com, na revista HOLOS, n.º 20 de Janeiro de 2006) umas dicas práticas para o dia-a-dia e lembrei-me de as partilhar com vocês!

Armários húmidos
Não tendo um desumidificador, ou saquinhos de sílica gel, encha uma lata com pedaços de carvão. Faça uns buracos na tampa e ponha no fundo do armário. Para armários muito grandes use duas ou três latas de 0,5 kg.
Pode igualmente reduzir a humidade embrulhando 12 bocados de giz amarrados uns aos outros e pendurando-os no armário.

As bolas de cânfora também evitam humidade nos armários e gavetas.


Flor de cânfora

Coloque um pouco de cal virgem num frasco coberto por um pano bem amarrado para evitar acidentes, para absorver a humidade.

Cheiro a mofo
Para que os armários cheirem bem, pendure uma meia de nylon com serradura de cedro, o que também é um bom repelente para traças.

Contra as traças
Além das bolas de naftalina, os cravinhos em grão inteiros também repelem as traças e aromatizam com um cheiro a especiarias.
Antes de guardar roupa que não vai usar durante bastante tempo, lave-a e junte bolas de naftalina à água de enxaguar.
A roupa que está fora da temporada pode-se guardar num saco preto, do lixo, bem fechado. Abra outro saco, deite bolas de naftalina e ponha o primeiro com a roupa dentro deste. Ficará livre de traças e humidades.
Para quem não gosta do cheiro a naftalina, pode usar folhas de louro, que devem ser renovadas mensalmente. Nas gavetas e prateleiras coloque pimenta em grão. Pelo menos duas vezes por ano esvazie o roupeiro. Limpe-o com um pano húmido e deixe-o secar bem antes de colocar a roupa. Mantenha as roupas secas, limpas e bem arejadas. Faça saquinhos de raspas de cedro e lavanda, ou partes iguais de menta e alecrim.

Mais curiosidades
Quando guardar biscoitos durante um tempo, acondicione-os com pipocas para que não esfarelem.
Algumas vezes consegue-se retirar o bolor dos livros e papéis esfregando-os com “maisena”. Deixe-os repousar uns dias antes de escová-los.

quarta-feira, março 01, 2006

Defenda-se da humidade! - O poder da sílica gel

Há dias comprei umas caixinhas com sílica gel para pôr nos armários. Foi mais uma tentativa para combater a humidade que tanto ataca nesta altura do ano, em especial aqui no meio do Atlântico. Qual não foi a minha surpresa ao observar que ao fim de 4 dias já se estava a acumular água no fundo do recipiente!! Afinal parece que funciona!!!

A sílica gel é um produto sintético, produzido pela reacção de silicato de sódio e ácido sulfúrico. Assim que misturados, formam um hidrosol, que lentamente se contrai para formar uma estrutura sólida de sílica gel, chamada hidrogel. O gel sólido é quebrado e lavado para remover o subproduto da reacção, o sulfato de sódio, e criar sua estrutura porosa. Esta estrutura porosa permite a absorção do excesso de humidade na atmosfera, a qual se transforma em água.

A sílica gel possui uma grande capacidade de retenção de água, podendo ultrapassar mais de 50% do seu peso. Convém referir que abaixo dos 40% de humidade relativa a eficácia da sílica gel diminui muito, o que constitui um limitador natural vantajoso. Não se deve deixar a sílica gel exposta a ambientes abertos (mais de 5 minutos), pois saturará rapidamente.

Nas caixinhas de sílica, a água resultante da absorção é recolhida no recipiente respectivo (que deve ser despejado quando enche). Existem vários tamanhos de recipientes, em conformidade com as áreas a “tratar”. As caixas de 40 g de granulado duram cerca de 4-6 meses. Protege dos terríveis efeitos da humidade, do mofo e dos maus cheiros em paredes, móveis, roupas,...

Uma regra prática recomenda que se utilize pelo menos 0,17 g de sílica gel por cada litro de volume de ar a secar. Em geral, para pequenas caixas, malas, estojos utilizam-se as “famosas” saquetas de 10 g.
Estas saquetas não são eternas: é preciso substituí-las regularmente, ou regenerá-las por aquecimento, seguindo as indicações do fabricante. A regeneração faz-se mantendo as saquetas a uma temperatura de cerca de 110 ºC durante cerca de quinze minutos (utilizando por exemplo um forno eléctrico).

A sílica gel é fornecida nas cores branca e laranja, funcionando o corante laranja como um indicador de humidade; à medida que a sílica vai absorvendo a humidade ela vai alterando sua coloração. Convém escolher um dessecante com indicador que mude de cor, de modo a "avisar" se está seco ou já saturado de humidade. Isso permitirá mudá-lo ou regenerá-lo na ocasião certa. Se o agente dessecante saturar, o processo funcionará no sentido inverso e a sílica gel acabará por libertar vapor de água, tornando o ar mais húmido dentro do estojo ou caixa de arrumação.